sexta-feira, 16 de maio de 2008
terça-feira, 13 de maio de 2008
Chamo-me Paulo, gosto de sobremesas, andar de carro, brincar com o meu filho, dar prendas...Você não deve estar a perceber nada, mas isto são coisas que hoje eu gosto tenho prazer em faze-las e trabalho para elas. O que eu não gosto já te digo; é que tenho uma doença chamada adicção, sou seropositivo, e tenho hepatites. Comecei a usar drogas e álcool aos 12 anos no Brasil pois lá nasci, hoje tenho 35 anos, penso que comecei a usar drogas por ter medo de enfrentar as dificuldades que qualquer adolescente tem ao crescer e a droga deu-me segurança e coragem na altura para enfrentar a vida.Começei pela cola, erva e ai a cocaína até hoje esse nome mexe comigo. E então aos 22 anos vim para Portugal, estava eu no auge dos meus problemas com a cocaína quando minha família enviou-me para cá pensando talvez que aqui não “houvesse droga”, E que por sinal já me tinham remetido para outros destinos (Canada,E.U.A e etc...) acabou sempre igual, problemas e expulso destes países, mas cá em Portugal eu descobri a minha “heroína” e junto com ela conheci uma realidade que nunca pensei que eu chegasse. Foram roubos, maltratos à família, dormir na rua, estacionar carros, limpar vidros de automóveis nos semáforos apanhar da policia e etc...Se você esta pensando que eu escrevo isto da boca para fora que isto não acontece, a verdade é que eu também pensava que isto só acontecia com os outros, mas não, viver para o próximo caldo, sem pensar nos meios para atingir os fins.Varios tratamentos pelo meio, desintoxicações, promessas e mais promessas e nada. Eu já não acreditava e começava a acreditar que não havia saida.Veio um filho, uma companheira eu que pensava que o filho ia ser a minha salvação até numa alcofa levei meu filho para os bairros de uso. Vieram então as outras doenças Sida, hepatites para dar-me mais motivos para eu ser um coitadinho. Só faltou mesmo vender minha mãe, e um dia minha companheira disse-me que ou saia eu ou ela ia embora com o meu filho. Até hoje o meu conselheiro me diz que eu quando entrei para tratamento, eu já não queria usar drogas e álcool eu só não sabia como. E foi através do R12, através da equipe “humana” que lá trabalha (cozinheiras, monitores, conselheiros, pessoal administrativo) que eu em cerca de 4 meses fui aprendendo que era capaz de viver de forma honesta e digna. Que sou capaz de amar e ser amado e hoje “só por hoje” vão quase dois anos que eu vivo, acarinhando as doenças e 2ªs doenças...
quarta-feira, 7 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
"Droga, tudo destrói,
Amor, Amizade e Confiança
caminhamos nesta direcção
e tudo se apaga,e aos amigos o que lhes resta,
é a esperança de um dia,
voltar-mos a ser o que éramos
e conquistar de novo, o coração dos amigos,
perdidos na dura batalha.
Droga, mundo inferna
ltudo fazemos por "ela"
e "ela" o que faz por nós?
"Ela" destrói-nos,
leva-nos ao desespero, à morte
e por vezes fazemos sofrer
quem mais nos ama.
É um vício difícil de abandonar
difícil de esquecer,
mas é preciso fugir-lhe
para se poder viver...
Só então aprendes a construir
no hoje o teu caminho,
não deixes que as tristezas de ontem
e as incertezas de amanhã,
te estraguem a felicidade de hoje.
Todos nós temos poder para resistir
somos suficientemente fortes para dizer BASTA!
Temos que acreditar no NOSSO PRÓPRIO VALOR!"
João Onofre
sexta-feira, 2 de maio de 2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
Drogas
(CHARROS; GANZA; XITO; CHARUTOS; ERVA; PORRO)
Nenhuma droga, legal ou ilegal, é isenta de efeitos secundários.
A cannabis é a mais popular de todas as drogas ilegais e aparece normalmente no seu estado seco natural, como erva ou como resina (haxixe); no entanto, os seus efeitos são diversos e, por isso, é necessário estar informado.
Produzimos este folheto para que, de uma forma simples, possas encontrar informação sobre esta substância.
NÓS ALERTAMOS... TU DECIDES!
HAXIXE: RESINA E ÓLEO
A cannabis apresenta-se sob várias formas, resina ou haxixe, erva ou óleo.
A erva provém de uma larga variedade de "castas". Uma das mais fortes é o Skunk. Quanto mais forte é o tipo de erva maior é a quantidade de THC (o
princípio activo que provoca a "pedra") e mais alucinogénico é o efeito.
FORMAS DE CONSUMO
A cannabis é, na maior parte das vezes, fumada com tabaco e o tabaco só por si provoca vários problemas.
Embora os "charros" sejam a forma mais usual de consumir cannabis, há outras formas de consumo: puro, em cachimbos próprios, em cachimbos de água e, apesar de menos usual em Portugal, a cannabis pode também ser ingerida.
PORQUE SE CONSOME?
As pessoas utilizam cannabis pelas mais variadas razões.
Algumas acham-na relaxante e social, uma droga de recreio que realça as cores e os sons. Outras, utilizam-na com fins medicinais (apesar de não ser legal fazê-lo), pois contém propriedades relaxantes e estimuladoras do apetite.
Muitas pessoas consideram a cannabis praticamente inofensiva e têm lutado pela sua legalização. No entanto, a verdade é que o seu consumo não é isento de riscos.
COMPOSIÇÃO
São vários os compostos da cannabis, sendo o mais importante o 9 -THC ( Delta 9 Tetrahidrocannabinol), princípio activo químico que provoca os efeitos
associados ao seu consumo, quanto maior for a quantidade de 9 -THC mais alucinogénico é o efeito.
Em doses pequenas, os efeitos podem ser contraditórios: estimulante e sedativo. Mas os seus efeitos reais são condicionados por vários factores: grau
de pureza, ambiente gerado à volta do consumo, bem como da predisposição de quem consome.
EFEITOS
Os efeitos negativos da cannabis podem incluir sensações de paranóia, boca seca, problemas respiratórios e ansiedade. Outros efeitos que podem ocorrer em determinadas situações incluem redução da capacidade de concentração,
cansaço, confusão, alteração da memória e dissociação de ideias.
Tal como os ácidos, a cannabis pode ter efeitos alucinogénicos e causar ansiedade. As más experiências podem incluir ataques de pânico ou
hiperventilação (respiração rápida e superficial, dando a sensação de tontura).
A cannabis pode retirar a capacidade de concentração, a memória, bem como a capacidade de reacção a uma situação inesperada.
DURAÇÃO DOS EFEITOS
A cannabis é a droga que mais tempo permanece no organismo podendo ser detectada, através de análises, durante vários dias, ou mesmo semanas,
após o consumo.
Os efeitos começam a sentir-se rapidamente, apenas em minutos e duram aproximadamente 3 a 6 horas, no entanto, e dependendo da quantidade de THC
da planta, estes podem ser sentidos durante 24 horas.
O uso regular de cannabis pode ser visto como uma forma de dependência e para algumas pessoas torna-se bastante difícil parar os consumos desta
substância, mesmo quando não se assume que esta situação está a acontecer (negação da dependência).
Há um crescente número de consumidores a pedir ajuda em centros especializados para pararem o consumo. Os utilizadores regulares acabam, muitas vezes, por descobrir que a cannabis se tornou "tudo" na sua vida.
"NÃO TE DEIXES "ENROLAR"
EFEITOS NA CONDUÇÃO
Conduzir, motas ou carros, debaixo do efeito da cannabis pode ser potencialmente perigoso, especialmente se for misturado com álcool.
A cannabis diminui a percepção do risco, assim quando não vês perigo acabas por ser tu o perigo.
Há muitos acidentes que podem ser evitados.
NEM SEMPRE É PRECISO DIZER SIM PARA PERTENCER AO GRUPO
ESCALADA DOS CONSUMOS
Um dos problemas do consumo de cannabis está relacionado com a escalada dos consumos, ou seja, o contacto com esta substância pode levar ao consumo de outras com consequências potencialmente graves.
Apesar de sabermos que nem todas as pessoas que consomem cannabis experimentam outras drogas sabemos, também, que a maioria dos consumidores de cocaína e heroína iniciaram os seus consumos de drogas com cannabis.
MISTURADA COM OUTRAS DROGAS
Se as várias drogas são perigosas por si, ainda o são mais quando misturadas.
Misturar cannabis com álcool produz um efeito potenciado, quer do álcool quer da cannabis.
Neste caso, a ansiedade e/ou apatia instalam-se rapidamente, o que se pode tornar numa experiência verdadeiramente assustadora.
PROBLEMAS MÉDICOS ASSOCIADOS
São vários os problemas médicos associados ao consumo de cannabis, dos quais se destacam:
• Bronquite crónica;
• Dependência psicológica devido ao princípio activo THC;
• Problemas de memória, de motivação e de aprendizagem;
• Agravamento de problemas psíquicos ou psiquiátricos, particularmente junto
dos jovens consumidores;
• Risco acrescido de desenvolvimento de doenças pulmonares;
LEI
A cannabis, é uma droga ilegal.
Com 16 anos, és responsável legalmente pelo consumo, posse ou plantação de cannabis (Lei n.º 30/2000).
DICAS
O consumo de drogas é sempre um risco, mas se depois de teres informação correcta sobre os riscos que corres e ainda assim decidires consumir, ficam
aqui algumas recomendações que te podem ser úteis:
1- não mistures cannabis com álcool ou outras drogas;
2- procura lugares calmos evitando situações de conflito;
3- nunca consumas se tens que estudar, trabalhar ou tomar decisões importantes para a tua vida;
4 - não conduzas, procura andar a pé ou viajar de transportes públicos;
5 - se não te sentes bem, se estás deprimido, triste ou ansioso não consumas, só vais agravar a situação;
6 - tem cuidado com as pessoas com quem escolhes consumir, mas evita fazê-lo sozinho;
7 - se depois de consumires te sentires mal, enjoado, com palpitações ou vómitos pede ajuda.
CASO TENHAS PROBLEMAS PSICOLÓGICOS (OU ANTECEDENTES
NA FAMÍLIA), CARDÍACOS, RESPIRATÓRIOS OU ESTEJAS GRÁVIDA.
NÃO ARRISQUES!
PASSA O CHARRO!
sexta-feira, 4 de abril de 2008
damos charros!!!
mas os charros
Portugal é um país especial. Por cá, dizem as estatísticas do Instituto da Droga e Toxicodependência, já morreram, desde que o PSD chegou ao governo, 40 pessoas por consumo de cannabis. Até hoje, tirando em Portugal, só foi detectada uma morte (sem confirmação) pelo consumo de cannabis. Foi no Reino Unido. Mas o mais maravilhoso é a forma como a comunicação social repete e amplia o disparate nos títulos para só o esclarecer no fim dos textos.
Estas estatísticas portuguesas resultam de uma extraordinária metodologia: se morreu e tem vestígios de cannabis no sangue, então morreu pelo consumo de cannabis. Estou curioso para saber quantas pessoas morreram em Portugal, o ano passado, por consumo de leitão da Bairrada. Os vestígios da cannabis ficam cerca de dois meses no organismo. Por isso, já sabe, se vai morrer, não se drogue.
Que Portugal, que tem um número assustador de consumidores de heroína (o País da União Europeia dos 15 onde é proporcionalmente maior o consumo desta droga dura), tenha um Estado que faz da cannabis o seu principal alvo de ataque, mais do que patético, é preocupante. E que se continue a colocar estas duas drogas ao mesmo nível é apenas irresponsável. Expliquem a um miúdo que fumou uns charros que no fundo isso é igual a injectar heroína e o que estão a fazer é a abrir-lhe a porta para a tragédia.